sábado, 31 de outubro de 2009

obstrução

muito perto do último dia do mês, no último dia da semana, nas últimas horas do dia, numa das últimas estações da linha vermelha do metrô de são paulo (sentido barra funda, claro), houve quem talvez tenha dado seu último suspiro diante da aproximação do trem e de repente pulado.
fodeu, porque morreu na contramão atrapalhando o tráfego, mesmo, sem tirar nem pôr.

se tentou morrer, espero que tenha conseguido.
senão... bem, acho que morreu de qualquer jeito.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

irmão de alma, drummond

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

teomania

"Não é megalomania", e essa frase tem surgido na minha mente com frequência nos últimos dias.
Basta sentar e precisar de uma distração, ou eventualmente ser atingido pela urgência em pensar no assunto que torno a negar, sempre em silêncio e sempre imerso no caos mental e no complexo de leigo, o que impede a idéia de evoluir.

De considerações a serem feitas antes do assunto ser introduzido de fato, existem ao menos duas: (1) megalomania se caracteriza pela ilusão da grandeza, do poder, logo (2) não sei se já a experienciei ou se ainda a experiencio.
Para todos os fins, o sentimento servido pelo texto não deve ser confundido com uma possível megalomania.

Fim das contas, não é megalomania.


... e no fim real das contas, é megalomania.
Uma forma extrema, aparentemente. Enquanto escreve o texto o autor dá um chute às cegas numa busca no Google e lá estava o termo: "teomania" - a ilusão patológica de ser um deus.
É megalomania.
É teomania.

É como se deus tivesse revelado todo o mistério e continuar esse texto tivesse perdido a graça.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

passei

só pra dizer que toda genialidade tem um quê de limite.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fine With Me

Caught in ambitions, but without any idea
Focused on expectations, but driven by fear

With irrational movements of no rhythm or rhyme
We are performing a most absurd play
All those actors are crazy, the director is on drugs
But I found it's the much better way

To look into the sun
And leave my shadow behind
Set sail for the open sea

So whatever may come
Or whatever may go
In the end it's all fine with me...

I really don't care
I'm arriving on schedule,
Only I don't know where

With your purse full of money, but nothing to spend it on
Too busy to get anything done
Always in a hurry, and still always too late
Your battle just cannot be won.

You better look into the sun
And leave your shadow behind
Set sail for the open sea

So whatever may come
Or whatever may go
In the end it's all fine with me...

That journey we're on does not follow our ideas and plans
We're clutching at deadlines and schedules that never make sense
How stupid those things upon which we all seem to depend
As long as the journey feels good why care where it may end...


Everon